Jogadores Eternos - A história do futebol através de entrevistas

18:33 Simone Bello 0 Comentários


Segundo o ditado popular, futebol, política e religião não se discutem. Mas a regra certamente não se aplica ao Brasil, onde o esporte desperta paixões e nunca pára de gerar polêmicas – ainda mais em época de Copa do Mundo. Outra unanimidade que foge à regra é sobre Pelé - considerado por jogadores e técnicos o Rei do Futebol, o atleta do século e o maior jogador de todos os tempos.

Esses e outros assuntos compõem o enredo do livro “Jogadores Eternos: A História do Futebol Através de Entrevistas” (ed. Novas Ideias, 240 pág., R$ 34,90) que o jornalista Carlos Nasser lança amanhã (25 de junho), às 19h30, na Livrarias Curitiba do Shopping Estação [av. Sete de Setembro, 2775, Centro, Curitiba-PR, tel. 41-3330-5119]. A entrada é franca.

Bastidores vistos de perto
Praticado na civilização moderna desde o século XIX, foi nos anos 50 do século XX que o futebol inaugurou uma era histórica: a Era Pelé. Desde que despontou como artilheiro da Copa do Mundo de 1958 na Suécia, até o milésimo gol marcado em 1969 e dedicado às crianças brasileiras, esse mineiro de Três Corações sempre ocupou uma categoria à parte na constelação de estrelas do esporte mundial.

“Pelé é uma das raras personalidades que despertam unanimidade de opinião e este livro é sobre ele. É um nome mágico, um mito, uma lenda viva. Há quarenta anos corre o mundo em centenas de línguas”, fala Nasser.

Em entrevistas francas e intimistas, jogadores, técnicos e jornalistas depõem sobre as mais brilhantes décadas na história do futebol mundial. Alguns dos personagens tiveram o privilégio de competir ao lado do ídolo e contam sobre as jogadas ensaiadas, a convivência em campo, o exemplo de profissionalismo e seriedade. Outros enfrentaram o Rei em partidas memoráveis  e mesmo os dribles mais humilhantes ficaram em suas memórias, pela perfeição técnica e beleza da coreografia.

Entre os 31 nomes com quem Nasser conversou e cita na obra, destaque para os brasileiros Pelé, José Altafini (Mazzola), Valdir Pereira (Didi), Mário Jorge Lobo Zagallo, José Macia (Pepe), o argentino Alfredo Di Stéfano, o inglês Bobby Charlton, os alemães Franz Beckenbauer e Gerd Müller, o italiano Giancarlo De Sisti, o holandês Johan Cruyff – além de jornalistas como o brasileiro Carneiro Neto, o francês Thierry Roland, o italiano Aldo Biscardi e o argentino Eduardo Castiglione.

Jogadores Eternos é uma coletânea deliciosa reunida por Carlos Nasser durante uma vida inteira como cronista e como amante do futebol. Grandes nomes da bola e do jornalismo falam com franqueza e nostalgia sobre a genialidade de Pelé, além de compartilhar com o leitor histórias incríveis de épocas inigualáveis.

“Pelé sobe, sobe até onde ele quer. Tem uma impulsão impressionante, acho que nem ele sabe. Além da impulsão, tem que ter o timing certo para chegar antes dele, porque Pelé não é muito alto, mas tem uma impulsão que você não imagina. Parece que sobe, sobe e pára lá em cima. Você cai e ele fica”, cita Ramos Delgado, jogador argentino que atuou no Santos nos anos 60 e 70.

“Cada uma dessas personalidades tem o seu escrete de ídolos, seu dream team, e é com essa galeria de nomes brilhantes que presenteamos o leitor”, finaliza Nasser.

Perfil
Carlos Nasser é formado em advocacia, divide-se entre São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro. Durante 20 anos escreveu uma coluna semanal no jornal Gazeta do Povo, em Curitiba. No Maracanã, foi companheiro de Adolfo Millman (o Russo), João Saldanha, Armando Nogueira e Nelson Rodrigues, tendo sido citado por eles em livros e crônicas. Torce pelo Fluminense, mesmo que seja contra a Seleção Brasileira. Conviveu também por muito tempo com o mestre Millôr Fernandes (também tricolor) e com Paulo Francis.

Serviço
O que: Lançamento do livro “Jogadores Eternos: A História do Futebol Através de Entrevistas”, bate-papo e sessão de autógrafos com o jornalista Carlos Nasser
Quando:25 de junho, às 19h30
Onde: Livrarias Curitiba do Shopping Estação [av. Sete de Setembro, 2775, Centro, Curitiba-PR, tel. 41-3330-5119]

Quanto: Entrada franca

Fonte: Tatiana Nasser

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